segunda-feira, 14 de julho de 2008

25.

- Conheço um ou dois sitios bem interessantes para o fim em vista. Será agradável sair um pouco. Vou apenas tomar um banho rápido, se não fôr inconveniente.


Já lá vai o tempo em que os hoteis não tinham café de jeito. O dali devia ser óptimo, como tudo em geral. Percebi a mensagem. Percebi também que existia uma possibilidade muito concreta de eu estar a fazer figura de parvo, tendo servido de negaça para uma armação bem montada. A forma como ela olhava para ele dava-me uma pista ou outra para a razão da sua abordagem. apenas o facto de ele ter descido com a minha amiga me baralhou por um instante.


Já sabia o nome dela (vou chamar-lhe "Y"). Não fora dificil. Uma pequena hesitação na altura certa e as pessoas apresentam-se automáticamente.


Durante o banho, enquanto tentava "esquecer" a noite em claro, lembrava-me dela. Pensava que se tivesse ficado no quarto ela estaria ali comigo, agora. Podia sentir o seu cheiro, a sua pele, dar-lhe banho...


Não estava. Perguntas como "quem seria ela", "até quando iria ficar comigo", "seria casada?", assolavam-me o espírto. Sacudi-as. Afinal, ainda só sabia o seu nome há alguns minutos, tinha tempo para o resto. Sequei-me enérgicamente, vesti-me e desci, esperando encontrá-la à minha espera. Na verdade, continuavam as duas em amena conversa. Pareciam estar a dar-se bem. O meu "amigo", ao contrário do esperado, já não estava na sala e eu perguntava-me o que andavam aqueles dois a fazer. No fim de contas, também não tinha nada com isso...


- Vamos?


- Estávamos quase a criar raizes à sua espera!


- Ainda falam das mulheres...

Sem comentários: