
Dormiu mal e de forma entre-cortada. Levantou-se antes mesmo do despertador tocar, sentia-se irrequieta, irritadiça… parecia que ia entrar em erupção a qualquer momento.
Tomou um duche, comeu qualquer coisa, vestiu um vestido leve e prático para a viagem e meteu as malas no carro.
Tomou o seu café matinal na mesa do costume, estranhou não o ver por ali, como era hábito.
Passou a maior parte do dia a passar pastas e informações, sobre os trabalhos que tinha em curso, a uma colega. Almoçou com um grupo de colegas e a tarde voou entre arrumar assuntos e uns telefonemas. A porta do gabinete dele esteve fechada o dia todo, o que indiciava que ele estaria fora.
Ás 5 e tal despediu-se dos colegas, meteu-se no carro e rumou a sul. A estrada estava relativamente pouco movimentada àquela hora. Ligou o leitor de cd’s e escolheu a sua música favorita… durante kilómetros deixou-se embalar na música e na paisagem, nos reflexos dos raios de sol… sentia que a paz se ia instalando à medida que os kilómetros iam passando, a respiração ia acalmando e a expressão facial ficando mais suave.
Quando finalmente passou a portagem e rumou ao Sotavento, já a suave brisa de fim de dia a embalava pela janela aberta, trazendo-lhe o apelo do mar.
Retirou as malas do carro com os últimos raios de sol a avermelhar o céu. Cansada sentou-se no terraço a apreciar o espectáculo de cor que o céu lhe proporcionava, e a pensar onde iria jantar…
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