
Sentiu-se algo constrangida, afinal tratava-se de um estranho com quem apenas se cruzara na véspera… não se sentia à-vontade para ir para a praia com ele, e aquela pergunta, feita daquela maneira, parecia-lhe um convite à sua companhia…
- Estava a pensar ir até à praia, mas francamente ainda não venci a preguiça…
- Posso fazer-lhe um convite…?
Anuiu com a cabeça, ainda que se debatesse interiormente para se esquivar.
- Quer vir dar um passeio de barco na ria? Depois desembarcamos numa praia e damos um mergulho…
- E onde se arranja um barco? Sei que aqui alugam alguns.
- Descanse, eu trato disso. Vou só fazer um telefonema.
Ficou a tomar o café e a vê-lo de costas a falar ao telemóvel. Parecia ganhar estatura, ao perder o ar cansado que lhe fazia pender os ombros na véspera.
Agradou-lhe o som das gargalhadas que o ouviu dar, soavam a francas e bem dispostas.
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